
Sempre tive vontade de fugir. De quê, não sei. De tudo e de todos. De mim mesma, provavelmente. Partir simplesmente sem destino nem limite. A palavra é essa. Partir. Quebrar amarras, deixar lugares, sem adeus, sem despedidas. Sentir a falta das pessoas em vez de me desiludir delas. Todos os dias. Mas fico. E com razões que me dou, me engano, sabendo-o. Talvez a viagem seja ilusão. Porque, na bagagem, comigo levaria a vontade de fugir.