segunda-feira, outubro 07, 2013

A escolha de ser mãe

Eu costumava ser uma mulher que sempre trabalhou muito, desde a manhã até tarde da
noite e ainda levava trabalho para casa. Eu gostava daquela rotina, ocupava minha
mente, meu temo, meu dia inteirinho. Minha vida era o trabalho, todos estavam acostumados a me ver arrumada, sempre de salto alto. Até que percebi que minha vida não tinha muito sentido e desejei ser mãe.
Quando tive minha primeira filha troquei os saltos pelo tênis com muita
tranquilidade. Mas quando ia passear me sentia diminuída ao ver aquelas mulheres
super arrumadas, com vidas cheias de glamour (aparentemente) e eu, meio descabelada, com a roupa  a blusa sempre regurgitada. Quis voltar a trabalhar mais para poder provar o gostinho de ser uma super mãe, super profisional, super mulher, tudo ao mesmo tempo super. E que gostinho agridoce... Por um lado o "doce" de conseguir dar conta de ser várias
mulheres em um único dia, por outro, o amargo de ter que aturar um chefe muitas
vezes babaca, colegas querendo te derrubar a todo momento, sorrisos falsos, etc e voltar para casa mal humorada para brincar com minha filha. Sem trabalhar, enquanto 
tentava decidir se era mesmo isso que eu queria tive o segundo filho.
De novo troquei os saltos pelos solados confortáveis dos tênis. Mas dessa vez, com
toda convicção do mundo que queria ser mãe... Só mãe. Foi porque durante os meus
passeios de salto alto comecei a ver várias avós jovens, curtindo a vida com seus
pequenos netos, enquanto as mães deles estavam trabalhando. Elas frequentemente diziam "eu não pude curtir meus filhos, mas agora estou curtindo meus netos e estou adorando".
Percebi também que eu dificilmente seria uma dessas avós, aposentadas antes dos
60/65 anos, com tempo, saúde e ânimo para pegar os netos pelas mãos e levá-los para
brincar nas praças e parques. Sendo mãe quase aos quarenta vieram à tona vários
questionamentos sobre o futuro, e as probabilidades de eu poder curtir netos.
Será que meus filhos irão morar no mesmo país que eu? Será que eles terão o desejo
da maternidade/paternidade? Será que terão condições físicas de gerar um bebê? Será
que eles terão filhos antes dos 30 anos?
Enfim, são tantas as variáveis, que decidi com alegria curtir esse momento único que
é ser mãe, sem querer ser mais outra coisa ao mesmo tempo, sem preconceito, pois
isso é o que está ao meu alçance hoje e foi por isso que resolvi ser mãe. Não é
justo para mim, nem para meus filhos, abdicar deste prazer e postergá-lo para o
momento que eu estiver mais idosa e eles tiverem saído de casa.
Há também os motivos mais práticos para que eu tomasse a decisão de não trabalhar
fora de casa (atualmente trabalho em casa pela internet, principalmente de manhã
quando as crianças estão na escola). Um deles é devido a falta de um parente próximo
da família morando em São Paulo que pudesse dar qualquer apoio com relação às
crianças. Eu ficava sempre pensando, em pânico, na hipótese de um de meus filhos
precisar de um atendimento médico de emergência e neste momento eu e o papai
estarmos distande em nossos trabalho.

Tecnologias na infância

Estava lendo ainda há pouco uma discussão sobre o acesso das crianças às tecnologias digitais, sobre a geração F5, como estão definindo as crianças de hoje.
Muitas mães se justificam dizendo que não tem jeito, que tentam limitar horários, programação, conteúdo, mas que o mundo é isso que está aí e não tem como fugir. Outras tentam explicar aos filhos que chegará a hora deles e este não é o momento para usar tais tecnologias. Outros ainda usam a desculpa de que todos os amigos e parentes da idade deles têm celulares e ipads e a pressão é muito grande.

Para mim, é mais simples. Não me vejo comprando um telefone celular para minha filha de 6 anos nem daqui a 6 anos. Penso: para que ela precisaria de um? Eu a levarei e buscarei na escola e nos cursos extra-escola. Para falar com os amigos, usará o telefone de casa ou, no máximo, se estivermos na rua, ela usará o meu celular se necessário. Ipad? Não substitui um computador e o computador só será usado - como explico para ela desde já - para fazer pesquisas da escola.
Acho - e já tirei a prova aqui em casa - que o "limite" realmente é dado por nós e nossos filhos só estão esperando que seja colocado algum para que possam obedecê-lo e que se formos firmes e coerentes no que passamos para nossos filhos não haverá pressão de amigos, da sociedade, ou argumento que faça mudar isso. Afinal de contas, eles ainda são crianças...

terça-feira, outubro 01, 2013

Iara

Vivi tem feito arte com massinha de modelar de cera de abelha na escola, no primeiro ano. Ela já fez estrela, cogumelo, caracol com o casco de um búzio, um lindo ganso, e agora nos surpreendeu com esta pequena e delicada Iara. Todos têm a ver com a época ou história que estão vivenciando.